terça-feira, 29 de julho de 2008

Mídia de massa virou apenas a constante

Olá. Gostaria de refletir sobre a seguinte situação. Um site chamado Cuil surge e se diz uma opção melhorada ao Google e se aproveita disso para ganhar mídia espontânea, criada por jornalistas como eu (leia a matéria que fiz nesse link - precisa de senha).

Ok. Eles têm o direito de dizerem o que quiserem. Que serão maiores que o Google, que revolucionarão o mundo das comunicações da mesma maneira que Gutemberg e Bill Gates, e que salvarão o mundo, assim como já fez o Bruce Willis em Armagedon. E os jornalistas têm o direito de publicar a informação de que eles ouviram, aind mais vinda de um bando de loucos que têm a intenção de dominar o mundo.

Mas então, em que ponto deste processo houve uma dose de irresponsabilidade, da partida dos loucos que disseram que dominarão o mundo até o pobre leitor que lê uma coisa absurda dessa (ok, se o Cuil vingar, eu entrego os pontos) e passando pelo jornalista que cumpre o seu dever de informar, inclusive com espírito crítico, demonstrando com números que o Google ainda é imbatível de longe?

A minha resposta: em nenhum ponto.

E vou mais longe. O leitor do século XXI tem espírito crítico bastante aguçado, mesmo lendo poucos livros recomendados por professores de faculdade (muitas vezes, eles são os próprios autores). Basta ver os comentários desconfiados no rodapé da matéria. Podemos dizer as maiores irresponsabilidades que eles sempre terão a exata noção disso. Não que anteriormente as pessoas tivessem o cérebro menos desenvolvido. A diferença é que agora a informação está em todos os lugares e não apenas na mídia de massa. Isso significa que o espírito crítico pode ser cultivado a todo momento. Basta acessar o Internet Explorer. A Internet, essa sim, oferece espaços propícios para a interação, por meio das redes sociais colaborativas.

A mídia de massa hoje serve apenas como referencial, como a Constante do Desmond, de Lost, (bem feito para quem não assistiu) para que não fiquemos perdidos nesse emaranhado de informações. Mas a força ativa está na web.

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